LINHAS CHILENAS – PERIGO NO AR

ANTES DA MATÉRIA, peço a todos que antes de discutir ou emitir opiniões tenham paciência para ler tudo e ficar ciente do assunto e qual a nossa responsabilidade nisto tudo.

Após a segunda morte em 72 horas causado pelas linhas chilenas chegou a hora de NOS UNIR DE FORMA ORGANIZADA E INTELIGENTE e tentar usar o momento político para pressionar as autoridades e tentar implementar caminhos eficazes de forma de ao menos tentarmos minimizar os fatos evitando que o número de acidentes e mortes diminua.  O momento é de juntar força, se unir, usar críticas construtivas que são bem-vindas, mas unidos e de forma inteligente somando e não dividindo, para não perder a guerra novamente.

O QUE VOCE PODE FAZER AGORA.

Eu consultei pilotos, amigos, advogados e me orientei nas formas legais e objetivos do que poderíamos fazer no momento em cima da ideia que tive. Este documento será enviado para pilotos, associações, clubes, grupos, e estará disponível aqui no portal 1MUNDODELUZ.COM que já rola em mais de 15 países.

SOLICITO A TODOS que tirem copias deste documento na sua cidade, enfim todo lugar onde tem pilotos que voam e áreas de pouso e decolagem, imprimam em duas vias, junte alguns amigos e entreguem mediante PROTOCOLO na segunda via para: GUARDA MUNICIPAL, POLÍCIA MILITAR, POLÍCIA CIVIL, e imprensa local, radio, televisão, jornais da sua cidade quanto mais órgãos acessarmos mais força iremos fazer de forma que eles tomarão ciência da pressão da população para a cobrança de direito do cumprimento de LEIS QUE JÁ EXISTEM relativas ao assunto, mas que não são fiscalizadas ou reprimidas a contento o que tem causado um número contínuo de mortes de motoqueiros e pilotos de voo livre e motor.

Peço a todos que façam isto em no máximo 5 dias aproveitem o fim de semana coem os posters (abaixo) e nos enviem uma foto da via protocolada mostrando o local e data de recebimento, GM, PM, CIVIL, CIDADE, ESTADO assim vamos conseguir uma mobilização nacional que vai nos guiar para o sucesso. Podem enviar para o email: [email protected] .

Paralelo a isto façam uma pequena vaquinha e tirem cópias do FOLDER que vou enviar no fim da matéria e colem ao menos uns 50 nos postes da área de pouso e decolagem para que os pais e usuárias tomem conhecimento, mais uma vez do crime que estão cometendo.

E POR ÚLTIMO e não mais importante, utilizem o espaço de COMENTÁRIOS NO FINAL DESTA MATÉRIA aqui no portal e enviem: SOMENTE SEU NOME, UM NÚMERO DE DOCUMENTO, CIDADE, ESTADO somente isto, e você pode pedir para todos seus amigos pilotos, familiares e amantes do esporte que também façam isto, pois ESTA SERÁ A NOSSA FORÇA mostrando um número de assinantes e apoiadores da nossa causa. Estes dados não serão repassados de forma alguma, mas constarão dos comentários no portal ok, mostre que nesta data algo importante foi feito e que VOCÊ TEVE CORAGEM E PARTICIPOU DISTO. Enviem o link desta pagina pata todos os grupos, pilotos e amigos que conhecer para tomarem ciência dos fatos e poderem participar, cada piloto em cada canto do país vai fazer a diferença, não espere que todos lutem por você, faça a sua parte também.

PORQUE FAZER ISTO, a participação de cada um é da maior importância neste momento, eu farei a compilação final das cidades que atingimos com as medidas, organizarei tudo e enviarei para as entidades superiores E FAREI CHEGAR TAMBEM AS AUTORIDADES COMPETENTES DE BRASILIA e manterei todos aqui informados de cada passo. Ou fazemos isto agora ou perdemos a guerra e mais amigos voadores. CORAGEM vamos em frente e muito simples e qualquer um pode ajudar.

Já vi isto acontecer em Angra dos Reis, e já vi estratégias de colar papeis em postes, que não levaram a nada, PRECISAMOS DE AÇÕES CONJUNTAS E INTELIGENTES e este é o momento certo, não se acomode piloto, não fique nas costas do amigos que irão ajudar, faça sua parte quem sabe não será você no próximo acidente. participe.

Antes de qualquer opinião e má interpretação, gostaria de informar para quem não me conhece que NÃO TENHO A MENOR INTENÇÃO SER OU UTILIZAR ESTA NOSSA LUTA PARA FINS POLÍTICOS OK, apenas resolvi ajudar, pois em tudo sempre tem que ter alguém para puxar a boiada e como nada foi feito até agora assumi este compromisso só isto, assunto fechado.

JÁ DEU CERTO, CONTO COM CADA PILOTO, AMIGOS, AMANTES DO ESPORTE DE TODO PAIS, insisto isto só vai dar certo se VOCE participar, esqueça os outros FAÇA A SUA PARTE, é hora de unir e todos lutarem pela segurança do nosso esporte e dar uma resposta aos amigos pilotos já falecidos, agradeço a todos vocês.

AO FINAL DA MATÉRIA vou colocar o arquivo para imprimir do requerimento e entregar na sua cidade e anexar o folder bem objetivo direto e dando a real para estes criminosos e seus pais inconsequentes, só copiar levar a um loja de xerox e mandar imprimir tamanho A4 é melhor e se for a côres, façam uma vaquinha com os amigos (sempre alguém tem uma impressora em casa que pode ajudar) e aproveitem JÁ este fim de semana com os pilotos na rampa e pouso e já façam sua parte, exerçam sus cidadania meus amigos brasileiros.

………………………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………..

O PERIGO CRIMINOSO DAS LINHAS CHILENAS E A FALTA DE FISCALIZAÇÃO DAS LEIS JÁ EXISTENTES PELOS ORGÃOS RESPONSÁVEIS.

A prática de soltar pipa, historicamente associada ao lazer infantil e à cultura popular brasileira, transformou-se em uma ameaça constante à vida humana em áreas urbanas e rurais. O uso indiscriminado de linhas modificadas com substâncias cortantes transformou esse brinquedo tradicional em uma verdadeira arma invisível. O perigo não se limita mais apenas a transeuntes e motociclistas no trânsito; atingiu novos patamares de gravidade ao vitimar a um bom tempo e de forma fatal praticantes de esportes aéreos.

A tragédia recente de duas mortes registradas em menos de 72 horas — uma em São Paulo de paramotor e outra em São Conrado, no Rio de Janeiro, envolvendo a perda de um coronel do Exército — expõe a ineficiência da fiscalização e a urgência de encarar o problema como uma crise de segurança pública e responsabilidade social.

O Perigo para a População, Motociclistas e Pilotos de Vôo Livre

As linhas com composto cortante causam ferimentos gravíssimos, decapitações, lacerações e mortes instantâneas. No trânsito urbano, os motociclistas continuam sendo as vítimas mais atingidas em termos numéricos. Uma linha esticada na altura do pescoço de um condutor em movimento funciona como uma lâmina capaz de cortar tecidos e vasos sanguíneos vitais, como a artéria carótida, em frações de segundo. Pedestres, ciclistas e passageiros de veículos conversíveis também sofrem ferimentos graves nas mãos, no rosto e no pescoço ao tentar se esquivar do material.

A situação ganha contornos ainda mais trágicos com o avanço dessas linhas sobre o espaço aéreo de praticantes de voo livre. Pilotos de parapente, paramotor e asa-delta tornaram-se alvos vulneráveis. Diferente de uma lesão em solo, no ar o perigo ocorre em duas frentes: a linha pode decepar o piloto diretamente ou romper as cordas e velames do equipamento de voo, causando perda total de sustentação.

Tragédias Recentes: Duas Mortes em Menos de 72 Horas

A gravidade do problema ficou evidente com duas tragédias consecutivas registradas no país:

  • Litoral de São Paulo: O piloto de paramotor e parapente Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, perdeu a vida em Itanhaém. O equipamento foi interceptado por uma linha cortante durante o voo, provocando o rompimento da estrutura da asa e a queda violenta do piloto a partir de uma altura sem chance de recuperação.
  • São Conrado (Rio de Janeiro): Apenas alguns dias após o caso de São Paulo, o coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima faleceu após ter seu parapente atingido por uma linha cortante na região da praia de São Conrado, ponto tradicional de pouso e prática de voo livre no Rio de Janeiro.

Estes eventos comprovam que a presença de linhas cortantes próximas a rampas de salto, praias e áreas de pouso desestabiliza a segurança da aviação desportiva e custa vidas humanas.

O que é a Linha Chilena, Sua Periculosidade e Mecanismo de Ação

Para compreender o alcance desse risco, é necessário diferenciar o cerol tradicional da linha chilena. O cerol é a mistura caseira de cola com vidro moído aplicadamente sobre fios de algodão. A linha chilena, por sua vez, é um produto industrializado de alto poder destrutivo.

  • Composição e Fabricação: A linha chilena é feita com fios sintéticos de multifilamentos de náilon ou poliéster de altíssima resistência, impregnados industrialmente com óxido de alumínio e quartzo moído.
  • Por que é tão perigosa: O poder de corte da linha chilena é estimado em até quatro vezes superior ao do cerol caseiro. Além de cortar com facilidade extrema, ela não arrebenta sob a tensão de um impacto manual ou corporal. Quando esticada entre árvores, postes ou no ar, comporta-se como um cabo de aço afiado.
  • Mecanismo de Ação: Ao entrar em contato com a pele, tecidos sintéticos de parapentes ou cabos de comando, a atrito gerado pela velocidade transforma a linha em uma serra de alta eficiência. Ela secciona facilmente tecidos corporais, artérias, capas de sustentação de asas e mangueiras de combustível.

Origem, Proibição e Facilidade de Acesso

Apesar do nome, a maior parte da linha chilena comercializada clandestinamente no Brasil não é importada do Chile. Trata-se de uma marca registrada e de produção clandestina em fábricas ilegais localizadas em polos industriais e periferias do próprio território nacional, além de contrabando via fronteiras terrestres.

A comercialização, o uso e o transporte de linha chilena são totalmente proibidos por lei federal, estaduais e municipais em todo o território brasileiro. No entanto, o acesso permanece amplo por causa dos seguintes fatores:

  1. Vendas Online e Redes Sociais: Plataformas de e-commerce e grupos em aplicativos de mensagem funcionam como mercados abertos sem qualquer tipo de filtro ou verificação de idade.
  2. Baixo Custo de Produção: O baixo custo do náilon e dos minérios abrasivos permite margens de lucro elevadas no mercado informal.
  3. Falta de Rastreabilidade: Os carretéis são comercializados sem notas fiscais ou identificação de fabricante, o que dificulta a responsabilização da cadeia de suprimentos.

O Arcabouço Legal Existente no Brasil

A legislação brasileira prevê sanções para quem fabrica, vende ou utiliza linhas cortantes:

  • Código Penal Brasileiro (Artigo 132): Expôr a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente preceitua pena de detenção de três meses a um ano. Caso ocorra lesão corporal ou morte, o infrator responde por lesão corporal grave ou homicídio doloso/culposo (Artigos 121 e 129).
  • Lei Federal de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998): Pode ser aplicada em situações onde a linha cortante causa acidentes contra a fauna ou em áreas de preservação.
  • Legislações Estaduais: Em São Paulo, a Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes como cerol e linha chilena, prevendo multas pesadas aos infratores. No Estado do Rio de Janeiro, a Lei nº 8.478/2019 estabelece punições severas, incluindo apreensão de material e aplicação de multas administrativas.

O Papel Omissivo dos Órgãos Públicos e a Falha na Fiscalização

Apesar da existência de leis claras, o aumento nas taxas de acidentes reflete a falta de aplicação efetiva do poder de polícia do Estado. Existe uma lacuna institucional no combate a esse tipo de crime:

  1. Inexistência de Fiscalização Contínua: As ações de fiscalização das Guardas Municipais e das Polícias Militares ocorrem de forma pontual ou repressiva apenas após a ocorrência de casos de grande repercussão na mídia.
  2. Falta de Combate à Origem: O foco estatal costuma se limitar ao recolhimento do material com a criança ou o jovem que está soltando a pipa na rua, ignorando o fechamento das fábricas clandestinas e a punição das plataformas que intermediaram a venda.
  3. Ausência de Monitoramento em Áreas de Risco: Locais conhecidos de prática esportiva, como praias, parques e proximidades de rampas de voo livre, carecem de patrulhamento fixo para coibir a soltura de pipas com linhas proibidas.

Os órgãos públicos competentes precisam tratar o uso de linhas cortantes não como uma infração menor ou brincadeira de criança, mas como um ato passível de sanções criminais e de inteligência policial para desarticular os centros de distribuição.

A Responsabilidade dos Pais e da Família

A esfera legal e policial não resolve o problema de forma isolada sem a participação da família. Pais e responsáveis legais têm o dever moral e jurídico de supervisionar as atividades de seus filhos.

Aspecto da ResponsabilidadeAção Necessária
Responsabilidade Civil e PenalPais respondem financeiramente por danos causados por filhos menores de idade (Artigo 932 do Código Civil). Em casos graves, a negligência pode gerar sanções perante o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Inspeção de MateriaisVerificar periodicamente carretéis, pipas e mochilas dos filhos. A linha chilena costuma ser mais brilhante, colorida e áspera ao toque do que a linha de algodão comum.
Orientação sobre Locais AdequadosEnsinar que soltar pipa deve ocorrer exclusivamente em espaços abertos, longe da rede elétrica, de vias públicas, de tráfego de veículos e de áreas demarcadas para esportes aéreos.
Conscientização dos RiscosExplicar com clareza aos jovens que o ato de usar linha cortante para “cortar” outra pipa coloca vidas humanas em risco real de morte.

Caminhos para a Erradicação do Perigo

A contenção das mortes causadas por linhas cortantes exige um plano integrado focado em quatro pilares principais:

  • Inteligência e Rastreamento: Monitorar e bloquear anúncios de venda de linha chilena e cerol em plataformas virtuais, responsabilizando os sites que veiculam o produto.
  • Fiscalização em Ponto de Venda: Realizar operações policiais permanentes em feiras livres, lojas de brinquedos e comércios de bairro para apreensão de estoques ilegais.
  • Patrulhamento Preventivo: Manter agentes municipais e estaduais em pontos críticos conhecidos de soltura de pipa e áreas de pouso de voo livre.
  • Educação Pública: Promover campanhas informativas permanentes nas escolas públicas e privadas abordando a periculosidade do material e estimulando a denúncia anônima de fábricas clandestinas.

No Brasil, os dados consolidados sobre acidentes e mortes por cerol e linha chilena são parciais, pois não existe um registro nacional unificado que tabule especificamente esse tipo de ocorrência. No entanto, entidades de classe, órgãos de trânsito e redes hospitalares de emergência compilam estatísticas que dimensionam o impacto real do problema no país.

Panorama Geral dos Acidentes no Brasil

  • Ocorrências com Motociclistas: A Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM) estima que ocorrem mais de 500 acidentes por ano envolvendo motociclistas e linhas cortantes no país.
  • Letalidade e Gravidade: Cerca de 50% das ocorrências resultam em ferimentos graves (como lacerações profundas no pescoço e membros) ou fatais.
  • Estimativa de Mortes: Estimativas do setor e de campanhas nacionais apontam uma média de 10 a 25 mortes anuais diretamente causadas por linhas cortantes em todo o território nacional.

Indicadores Regionais e Hospitalares

Os números ficam mais evidentes quando analisados pelos balanços estaduais e de hospitais de pronto-socorro:

Estado / ÓrgãoPeríodo AnalisadoRegistros / Atendimentos
Hospital João XXIII (Belo Horizonte – MG)2018 a maio/2026236 atendimentos de urgência por ferimentos com cerol/linha chilena. (Pico de 32 casos em 2024).
São Paulo (PMESP e SAMU)Média AnualMais de 100 ocorrências registradas por ano no estado, variando entre lesões e óbitos na Capital, Região Metropolitana e Interior.
Ceará (Levantamento Regional)2023 a 2025Pelo menos 3 motociclistas mortos por cerol no período de ventos fortes.

Esportes Aéreos e Subnotificação

Para o setor de voo livre (parapente, paramotor e asa-delta), os acidentes com linhas de pipa possuem um índice de fatalidade proporcionalmente muito mais alto do que no solo. Como a linha causa o rompimento do tecido da asa ou o corte dos cabos de sustentação em altitude, a perda de controle é imediata e quase sem possibilidade de acionamento do paraquedas de emergência a baixas alturas.

Muitos casos fatais envolvendo pedestres, ciclistas e esportistas acidentados no ar acabam entrando nas estatísticas oficiais sob classificações genéricas (como “Acidente de Trânsito”, “Queda de Altura” ou “Homicídio Culposo/Doloso”), o que oculta o número exato de mortes causadas pela linha cortante na contabilidade pública diária.

Abaixo modelo do requerimento (que é o termo jurídico mais correto para tal) você pode abrir o pdf e imprimir tem também o folder para pregar no poste só baixar , SALVAR COMO e grave no celular e imprima

REQUERIMENTO PDF

VOCE TAMBEM VAI GOSTAR DE VER:

1 ENCONTRO DE PARAMOTORES DO BRASIL

A historia do paramotor no Brasil

A História do Parapente no Brasil

ASA DELTA

CAMPEONATO MUNDIAL DE PARAMOTOR

REVISTA FLY MAGAZINE

SOBRE O AUTOR

OS PIONEIROS DO VOO DE PARAMOTOR NO BRASIL

LEGISLAÇÃO E ANÁLISE TÉCNICA

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *